A Família Polares é uma narrativa psicoeducativa. Qualquer semelhança com pessoas reais é mera coincidência. O projeto não estigmatiza: informa, promove empatia e reforça que ninguém se resume a um diagnóstico.
O humor do Sr. Apolo oscila como as temperaturas dos polos. Há períodos de profunda baixa emocional, mas às vezes uma energia exagerada o domina — é nesse momento que ele perde o controle com álcool e apostas. Vive entre arrependimentos e tentativas de equilíbrio. Não percebe o quanto suas explosões impactam a família, mas também sofre por não conseguir controlar tudo.
Intensa, emocional, expansiva. Em fases de humor elevado, tende a agir por impulso: compras, festas, tatuagens. Quando está estável, é sensível, amorosa e protetora. Mas quando sai do eixo, reage com força — “roda a baiana” — especialmente quando se sente desrespeitada ou controlada pelo marido.
Um jovem impulsivo, criativo e energético, mas marcado por conflitos internos. O TDAH dificulta organização, foco e rotina. O bipolar traz altos e baixos que ele tenta “regular” com maconha — que dá alívio momentâneo, mas mascara o problema real. Cresceu entre cobrança do pai e acolhimento da mãe. Busca liberdade, mas teme decepcionar.
Diagnóstico: TAG — Transtorno de Ansiedade Generalizada Carrega o peso emocional da casa. O ambiente tenso e as brigas constantes o deixam em alerta o tempo todo. A ansiedade não dá descanso: ENEM, vestibular, pressão, expectativas, tudo vira uma bomba prestes a explodir. Os jogos viram sua fuga, mas só aliviam por momentos. Às vezes tenta a maconha, mas o efeito piora sua ansiedade.
Sensível, sociável e conectada, mas com uma ferida interna profunda. A pressão estética, as comparações das redes e a tensão familiar alimentam seu distúrbio alimentar. Controlar a comida vira uma forma de tentar controlar a vida. As crises de ansiedade aparecem quando sentimentos não encontram espaço para ser ditos.
Pool vive o mundo de forma mais silenciosa e sensível. É introspectivo, seletivo e prefere ambientes previsíveis. Na escola, sofre bullying por ser “diferente”. Prefere brincar de forma tranquila, sem violência, sem gritos, sem grosserias. Por isso, se aproxima mais das meninas. É o que mais percebe o caos da casa, mesmo sem verbalizar.
Quando os altos e baixos se encontram: uma casa cheia de emoções intensas e interdependentes.





